Lanfeust Mag manteve-se nas bancas durante mais de duas décadas, afirmando se como uma das revistas mais emblemáticas da editora Soleil e como uma referência incontornável da fantasia francófona. Funcionava como laboratório criativo: as séries eram pré publicadas em fascículos na revista e só mais tarde reunidas em álbuns, permitindo testar ideias, ritmos narrativos e novos talentos.
Christophe Arleston foi o grande motor deste ecossistema. A sua imaginação inesgotável permitiu lhe desenvolver, em simultâneo, perto de vinte projectos, todos interligados por um mesmo universo — o vasto e multifacetado Mundo de Troy. Deste núcleo nasceram séries que marcaram gerações: Lanfeust de Troy, Lanfeust des Étoiles, Lanfeust Odyssey, Cixi de Troy, Trolls de Troy, a deslumbrante Les Forêts d’Opale, Les Naufragés d’Ythaq, e, mais recentemente, Nuit Safran e Les Guerrières de Troy.
Mas a Lanfeust Mag nunca foi apenas Arleston. A revista tornou se um ponto de encontro para uma impressionante constelação de argumentistas e desenhadores, muitos deles hoje nomes maiores da BD europeia. A diversidade gráfica, a vitalidade narrativa e a liberdade criativa que ali floresceram explicam porque continua a ser lembrada como uma das grandes revistas de banda desenhada do seu tempo.